sábado, 29 de agosto de 2015

Escola Estadual Dep. Vital de Mendonça é agraciada com o Título de Honra ao Mérito Dr. João Valério de Holanda.



Nesta semana, o gestor da tradicional Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça, professor Eduardo Oliveira, recebeu o certificado de Honra ao Mérito, Dr. João Valério de Holanda, recebeu a maior comenda dada pela Câmara Municipal de Itacoatiara, e se deu pelo reconhecimento ao excelente trabalho desenvolvido na Escola, que recentemente alcançou o 1° lugar no Ranking das Escolas Estaduais, no interior, e 11° Melhor Escola Estadual de Ensino Médio do Amazonas. 

Os diversos projetos pedagógicos desenvolvidos na escola e as parcerias com a FAPEAM e outras entidades afins, juntamente com a plêiade de excelentes professores, técnicos, alunos e demais funcionários da escola, foram sem dúvida os elementos basilares para que a instituição de ensino conseguisse lograr êxito, em sua labuta diária, na busca de desenvolver com louvor o processo ensino aprendizagem.

População de Manaus cresce e chega a 2.057.711, estima IBGE, população itacoatiarense também cresce!


Capital do Amazonas teve acréscimo de 37.410 habitantes em um ano.
Aumento populacional foi de 1,8%; levantamento foi divulgado nesta sexta.

A cidade de Manaus registrou em 2015 um total de 2.057.711 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (28), com data de referência em 1º de julho deste ano. A capital manteve a posição de 7º município mais populoso do país. Conforme a pesquisa, o Amazonas teve um acréscimo populacional de mais de 64,5 mil.

O Amazonas é o 14º estado do Brasil e o segundo do Norte em número de habitantes, com um total de 3.938.336. Na região, o estado perde apenas para o Pará, que ocupa o 9º lugar do ranking nacional, com 8.175.113 pessoas.De 2014 para 2015, Manaus teve um aumento de 37.410 habitantes, representando 1,8% a mais que a última estimativa do órgão. Somado a população da Região Metropolitana da capital, que inclui cidades como Manacapuru, Irandura e Itacoatiara, o número chega a 2.523.901.

Ainda de acordo com dados da pesquisa, seis municípios do Amazonas tiveram redução no número de habitantes, entre eles Fonte Boa (-2,5986%), Santo Antônio do Içá (-1,3215%), Tapauá (-0,6245%), Tefé (-0,3481%), Itamarati (-0,3171%). A menor Taxa de Crescimento Geométrico (TCG) do estado foi no município de Japurá (-8,4713%). A cidade é a segunda do Brasil com menor crescimento populacional.

Por outro lado, o levantado apontou Manaquiri como o município com maior taxa de crescimento de habitantes do Amazonas, com um aumento de 3,3976%. 

Conforme o IBGE, o Norte e o Centro-Oeste do Brasil são as regiões que possuem as maiores proporções de municípios com taxas altas de crescimento (acima de 1%).

A projeção das populações é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.

Veja a população de cada cidade do Amazonas:

1- Alvarães: 15.545
2- Amaturá: 10.847
3- Anamã: 12.320
4- Anori: 19.292
5- Apuí: 20.648
6- Atalaia do Norte: 18.133
7- Autazes: 37.033
8- Barcelos: 27.433
9- Barreirinha: 30.658
10- Benjamin Constant: 39.484
11- Beruri: 18.171
12- Boa Vista do Ramos: 17.668
13- Boca do Acre: 33.498
14- Borba: 39.292
15- Caapiranga: 12.420
16- Canutama: 15.130
17- Carauari: 27.880
18- Careiro: 36.435
19- Careiro da Várzea: 27.981
20- Coari: 83.078
21- Codajás: 26.777
22- Eirunepé: 34.025
23- Envira: 18.786
24- Fonte Boa: 20.742
25- Guajará: 15.826
26- Humaitá: 51.302
27- Ipixuna: 26.860
28- Iranduba: 45.984
29- Itacoatiara: 97.122
30- Itamarati: 8.179
31- Itapiranga: 8.953
32- Japurá: 5.125
33- Juruá: 13.198
34- Jutaí: 16.585
35- Lábrea: 43.263
36- Manacapuru: 94.175
37- Manaquiri: 28.413
38- Manaus: 2.057.711
39- Manicoré: 53.053
40- Maraã: 18.423
41- Maués: 59.983
42- Nhamundá: 20.358
43- Nova Olinda do Norte: 35.156
44- Novo Airão: 17.671
45- Novo Aripuanã: 24.315
46- Parintins: 111.575
47- Pauini: 19.378
48- Presidente Figueiredo: 32.812
49- Rio Preto da Eva: 30.530
50- Santa Isabel do Rio Negro: 22.404
51- Santo Antônio do Içá: 23.688
52- São Gabriel da Cachoeira: 43.094
53- São Paulo de Olivença: 36.536
54- São Sebastião do Uatumã: 12.781
55- Silves: 9.081
56- Tabatinga: 61.028
57- Tapauá: 18.152
58- Tefé: 62.444
59- Tonantins: 18.478
60- Uarini: 13.121
61- Urucará: 17.163
62- Urucurituba: 21.140


Jamile AlvesDo G1 AM

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Câmara de Itacoatiara faz homenagens a ícones da educação, e convida Historiador Francisco Gomes para fazer palestra em homenagem aos 50 anos da Escola Estadual Fernando Ellis Ribeiro e 10 anos da CREI/SEDUC.



No início da tarde da passada segunda-feira, 24/08/2015, o historiador Francisco Gomes da Silva esteve em Itacoatiara para proferir palestra em regozijo ao 50º aniversário de criação do mencionado estabelecimento. Ao evento estiveram presentes, além da maioria dos professores da Escola e alunos, os pais destes e outras pessoas da sociedade local, especialmente convidadas, que lotaram o amplo e confortável auditório do estabelecimento escolar.
Integrante da rede estadual de ensino, a Escola Fernando Ellis Ribeiro foi inaugurada no dia 05 de setembro de 1965 e recebeu tal denominação em homenagem ao famoso médico cancerologista Fernando Ellis Ribeiro, natural do Município, onde nasceu em 1907, e faleceu e foi sepultado no Rio Janeiro em 1955. Aquela cerimônia de 1965, que coincidiu com outras celebrações enaltecedoras da cidade de Itacoatiara, inclusive a da abertura oficial da estrada Manaus-Itacoatiara, foi presidida pelo então governador Arthur Cézar Ferreira Reis. Outra curiosidade: como parte das festividades do dia 05/setembro/1965, houve o lançamento do primeiro livro do então rapazola de 19 anos e futuro historiador Francisco Gomes – “Itacoatiara. Roteiro de uma cidade”, prefaciada pelo governador e amazonólogo Arthur Cézar Ferreira Reis.


Voltando à segunda-feira, dia 24 deste: após proferir sua palestra, Francisco Gomes dirigiu-se à Câmara Municipal onde tomou parte da sessão especial alusiva ao 10º aniversário da CREI – Coordenadoria Regional da Educação em Itacoatiara, ali representada pelo professor Reinaldo, às premiações respeitantes à qualidade do ensino praticado pelas escolas Deputado Vital de Mendonça e Senador João Bosco de Lima, e passagem do 50º ano de criação das escolas Fernando Ellis Ribeiro e Mendonça Furtado.  A sessão começou às 18:30 horas do dia e, em decorrência do elevado número de oradores – inclusive Francisco Gomes que fez importante pronunciamento – estendeu-se até às 21:00 horas. O plenário da Casa estava repleto de populares e especialmente alunos dos mencionados estabelecimentos escolares.


Professora Maria Elzineide Gestora da Escola João Bosco

Professor Eduardo Oliveira, gestor da Escola Estadual Dep. Vital de Mendonça

Na solenidade, além da Escola Ellis Ribeiro, foram homenageados também:


- A Escola Estadual Capitão General Mendonça Furtado
- O Professor Reinaldo dos Santos Souza
- A Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça
- A Escola Senador João Bosco Ramos de Lima
- A Professora Maria Elzineide do E. Santos



Para efeito de memorização, transcrevemos abaixo um resumo biográfico de Fernando Ellis Ribeiro. 

Fernando Ellis Ribeiro (1907-1955) 
Denominação dada à Escola Estadual pertencente à rede escolar de Itacoatiara, criada pelo decreto nº 272, de 04 de setembro de 1965, no governo do professor Arthur Cezar Ferreira Reis. Dita Escola foi inaugurada em prédio próprio no dia 05 de setembro do mesmo ano, a cujo ato solene compareceram, além do governador anteriormente citado, o secretário de Estado da Educação, professor André Araújo, o prefeito municipal Galdino Girão de Alencar, o deputado estadual José Mendes, políticos, empresários e outras personalidades locais e/ou procedentes de Manaus. 
Fernando Ellis Ribeiro era natural de Itacoatiara, faleceu e foi sepultado na cidade do Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal. Era filho do médico e ex-deputado estadual Jerônymo Ribeiro da Costa e de dona Esther Alves Ribeiro. Segundo o necrológio publicado no Jornal do Comércio, de Manaus, de 29.03.1955, era “Médico dos mais ilustres da atualidade brasileira [meados do século 20], sua atividade venceu as nossas fronteiras e foi projetar-se no exterior, aí recebendo de autoridades na Medicina moderna referências as mais elogiosas”. 
Depois de concluir o curso primário em nossa cidade, transferiu-se para Manaus onde estudou no Ginásio Amazonense “Dom Pedro II”, atualmente Colégio Estadual do Amazonas. Em 1929, no Rio de Janeiro, graduou-se médico cirurgião pela Faculdade Nacional de Medicina da antiga Universidade do Brasil, presidiu a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e conquistou a Medalha “Paes Leme”, de honra ao mérito. Tinha o posto de tenente-coronel médico da Comissão de Saúde do Exército Brasileiro junto à Força Expedicionária Brasileira. 
Quando ainda residia no Amazonas, nomeado pelo então governador Álvaro Botelho Maia, foi diretor do Departamento Estadual de Saúde Pública e representou o nosso Estado no I Congresso Brasileiro de Cirurgiões, realizado em 1935 no Rio de Janeiro. De volta aos pagos cariocas, foi alçado ao posto de tenente-médico da Prefeitura do Distrito Federal, à cadeira de professor da Faculdade por onde se formou e pontificou nos meios científicos e culturais da velha capital republicana. Em 1954 paraninfou a turma de concludentes da Faculdade Nacional de Medicina. 
O famoso cancerologista, professor visitante da Universidade de Paris, teve morte prematura aos 48 anos de idade. 
O título da Escola Estadual “Dr. Fernando Ellis Ribeiro”, conferido pelo seu fundador, o grande sociólogo e amazonólogo Arthur Cézar Ferreira Reis, lembra a figura do grande cientista, figura exemplar de homem público: orgulho de Itacoatiara.

(Fonte: “Homens, mulheres e coisas de Itacoatiara”, livro inédito do historiador Francisco Gomes da Silva).

Banda da Escola Estadual Dr. Fernando Ellis Ribeiro, desfilando e fazendo apresentação
em frente ao paço da Câmara Municipal de Itacoatiara.

Fontes: facebook da Câmara Municipal de Itacoatiara - Blog Francisco Gomes - Biblioteca Virtual do Amazonas - facebook Joseana Oliveira.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ZONA DE GUERRA - Região Metropolitana de Manaus: Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba e demais municípios integrantes.



Está ficando cada vez mais claro que a Região Metropolitana de Manaus será a ‘zona de guerra’ na corrida pelas prefeituras em 2016. Na região estão 1,44 milhão de eleitores (64%), dos 2,253 milhões de eleitores do Estado - contra 811,76 mil votos dos demais municípios (36%). Além de Manaus, com 1,253 milhão de eleitores, três dos dez maiores colégios do interior estão no entorno – Itacoatiara, Manacapuru e Iranduba. Não à-toa, o governo está investindo pesado nessa área, enquanto o líder da oposição, senador Eduardo Braga, começa uma ofensiva franca para colocar seu grupo político em evidência nesse ‘ninho de votos’.

Semana passada, por exemplo, depois de inaugurar obras do governo federal na área da AM-070, cujo primeiro trecho de 11 km da duplicação foi entregue pelo governador José Melo na sexta-feira, Braga deixou ‘vazar’ um acordo para a candidatura dos deputados federais Alfredo Nascimento a prefeito de Manaus e Marcos Rotta a vice. Trata-se, logicamente, do primeiro ‘balão de ensaio’ para sentir a reação dos adversários. 

No rastro da estratégia, a bancada de Braga iniciou a briga de torpedos políticos. Frases como “o governo federal tem recursos, falta é prefeito com competência para fazer projetos” fizeram referência à inauguração em Manacapuru do CEUs Washington Régis, ex-prefeito morto recentemente e principal aliado do senador na região.



fonte: Blog do Holanda

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Getúlio Vargas se mata no palácio



Atentado ao jornalista opositor Carlos Lacerda aumentou pressão contra o presidente

A campanha presidencial de 1950 não podia ser morna, pois o nome que logo surgiu como mais forte foi o do ditador derrubado cinco anos antes. Um artigo de Carlos Lacerda em seu jornal, “Tribuna da Imprensa”, resumiu o tom: "O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência; candidato, não deve ser eleito; eleito, não deve tomar posse; empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar".

Vargas venceu com tranquilidade, mas fez um governo tumultuado, em parte devido a medidas polêmicas, entre as quais o reajuste do salário mínimo em 100% e a lei que limitou em 8% a remessa de lucros para o exterior pelas empresas estrangeiras, bem como a acusações de corrupção envolvendo membros do governo e familiares. A expressão "mar de lama" surgiu nesse contexto. A criação da Petrobras, em 1953, embalada pela campanha O petróleo é nosso, veio acompanhada da instituição do monopólio da extração do petróleo, outra medida que aprofundou divergências técnicas e políticas.
Acontecimentos trágicos em 1954 abreviaram o governo. Candidato a deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda sofrera ameaças de morte e oficiais da Aeronáutica faziam sua segurança. No início da madrugada do dia 5 de agosto, Lacerda escapou de disparos que mataram o major Rubens Vaz. O crime foi atribuído à guarda pessoal do presidente, cuja renúncia passou a ser exigida pelos militares.
Acuado diante do ultimato, assinado em manifesto por generais, Getúlio preferiu suicidar-se, com um tiro no coração, na manhã de 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete. Como legado político, deixou uma carta testamento, em que atribuía a desestablização do seu governo à "campanha de grupos internacionais, aliados a grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho". A comoção popular desarmou a ofensiva golpista e adiou, por dez anos, a intervenção direta dos militares no governo, garantindo assim a posse do seu vice, Café Filho.
Comoção. O velório de Getúlio Vargas levou uma multidão ao Palácio do Catete
Comoção. O velório de Getúlio Vargas levou uma multidão ao Palácio do Catete Arquivo/24-08-1954







Leia mais sobre esse assunto em http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/getulio-vargas-se-mata-no-palacio-9680853#ixzz3jk67CmdR 
© 2015. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Governo do Estado busca recursos para construir portos em Itacoatiara e Manacapuru.












Anúncio foi feito durante inauguração da primeira etapa das obras da AM 070(HERICK PEREIRA/SECOM)

Um dos terminais será voltado para atender a indústria e o outro para receber e distribuir a produção das cidades das calhas do Purus, Juruá e Solimões – com o escoamento pela estrada para Manaus e outros mercados consumidores

Durante a inauguração do primeiro trecho daduplicação da AM-070, que liga Manaus a Iranduba e Manacapuru, ontem (21), o governador José Melo (Pros) anunciou que negocia recursos para construir dois novos portos na Região Metropolitana de Manaus (RMM). 
Um dos portos será construído em Itacoatiara, para atender a indústria, e o outro em Manacapuru, voltado receber e distribuir a produção das cidades das calhas do Purus, Juruá e Solimões – com o escoamento pela estrada para Manaus e outros mercados consumidores.
O projeto do porto de Manacapuru, como portal de escoamento da produção do interior do Estado, também foi destacado pelo senador Omar Aziz (PSD), presente na cerimônia. A proposta já havia sido aventada por Omar no fim do seu mandato no governo em janeiro de 2014.
“Agora a luta minha e do Melo é que se construa um porto descente em Manacapuru para se exportar a produção do Purus e Solimões e baratear a produção e dar uma finalidade econômica a essa estrada. Não é apenas para melhorar o trajeto da população, o foco é incrementar a economia, facilitar o escoamento e melhorar a qualidade de vida”, afirmou Aziz.
Melo ressaltou que a duplicação da estrada faz parte de um plano de infraestrutura para a diversificação e estímulo da economia do Estado, que inclui a construção os portos que serão construídos.
“Concebemos três eixos de desenvolvimento para o Amazonas olhando a oportunidade de criarmos um projeto econômico que ajude a Zona Franca de Manaus. E esta estrada está no centro de um desses eixos”, afirmou José Melo.
ACRITICA.COM

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Batalha Naval - 83 anos, o principal fato histórico de Itacoatiara/AM





Batalha Naval de Itacoatiara




Em 24 de agosto de 1932, na frente da cidade de Itacoatiara, no Amazonas, aconteceu a célebre BatalhaNaval de Itacoatiara envolvendo os navios Ingá e Baependí dos legalistas da constitucionalista de São Paulo.
Os legalistas saíram da capital do Amazonas,Manaus, para defender Itacoatiara, que defendia também a permanência do Presidente Vargas no poder.
Os navios Jaguaribe e Andirá estavam sob o comando dos rebeldes,que queriam a saída do presidente Eles vinham de Óbidos,Pará, com a finalidade de tomar o Amazonas. Já haviam rendido a cidade de Parintins e o próximo alvo seria Itacoatiara e depois Manaus.
Os rebeldes chegaram no porto atirando contra a cidade. Foram construídas trincheiras às margens do Rio Amazonas para se promover a defesa do município.O então prefeito Major Gonzaga Pinheiro e o Padre Pereira foram à bordo do navio dos revoltosos e taticamente negociaram a rendição da cidade. Na realidade estavam ganhando tempo no aguardo da chegada dos navios Ingá e Baependí para tirarem os moradores da Velha Serpa do sufoco.

Pintura a óleo sobre tela da Batalha Naval de Itacoatiara, de minha propriedade particular, feita pelo artista plástico Teo Braga. Que representa o momento em que o Ingá atingiu  o meio do casco do Jaguaribe o pondo ao fundo no meio do Rio Amazonas, em frente a cidade de Itacoatiara.

Os navios aliados investiram bravamente sobre os revoltosos, partindo o Jaguaribe e o Andirá ao meio. Muitos moradores se afugentaram para o Lago de Serpa e outros se embrenharam na selva esperando o desenrolar da situação.(Frank Chaves)


Na verdade, os historiadores amazônicos costumam aprofundar temas metropolitanos (passados em Belém e Manaus) em detrimento dos relacionados ao interior da região. É incompreensível a teimosia das universidades oficiais UFAM e UEA em não fazer incluir na grade curricular do seu Curso de História o tema Batalha Naval de Itacoatiara. Mas, lá está inserido o Bombardeio de Manaus. Por que o preconceito? No Bombardeio de Manaus houve (se tanto) duas ou três vítimas fatais. No evento de Itacoatiara, além dos dois navios revoltosos (Jaguaribe e Andirá) fundeados defronte à cidade, morreram cerca de quarenta pessoas e quase duas dezenas de feridos foram trazidos para internação na Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Os líderes da revolta foram presos e julgados por um Conselho de Guerra instalado à época em Belém!

Queiram ou não queiram os preconceituosos, o episódio histórico da Batalha Naval de Itacoatiara está umbilicalmente ligado à revolução constitucionalista que eclodiu em São Paulo, em 1932, orientada e presidida pelo movimento tenentista que exigiu do presidente Getúlio Vargas a redemocratização do Brasil. A sublevação estendeu-se à Amazônia, começando com o levante de 19 de agosto daquele ano na cidade paraense de Óbidos.

O passo seguinte dos revolucionários foi apreender os vapores Jaguaribe, pertencente à empresa Pereira Carneiro & Cia, e Andirá, da inglesa Amazon River. Ambos, armados em guerra com canhões Krup, de 75 mm., metralhadoras, fuzis e farta munição, acompanhados de duas lanchas, subiram o Rio Amazonas: tencionavam ocupar Manaus e depor o governador do Estado do Amazonas. Porém, a tentativa dos revoltosos, sob o comando de Alderico Pompo de Oliveira fazendo causa comum com os insurretos paulistas teve seu desfecho em 24 de agosto com a vitória da frota legalista em frente à cidade de Itacoatiara, onde – repita-se – estão fundeados os vapores Jaguaribe e Andirá, abalroados pelos navios Baependi e Ingá. E se assim não tivesse acontecido, a cidade de Manaus certamente teria sido atingida – como o foi Parintins, ocupada e saqueada pelos revoltosos – trazendo graves consequências para o comando da legalidade…

A Batalha Naval de Itacoatiara, a única do gênero, no século 20, na América Latina, precisa ser estudada em profundidade e mais divulgada.

Respaldados em textos retirados da segunda edição de meu livro “Itacoatiara. Roteiro de uma cidade” (1997), relembremos que:
Decorridos quase dois anos da posse de Getúlio Dornelles Vargas, em 1930, e não manifestando interesse em constitucionalizar o País, o governo e o povo de São Paulo em julho de 1932 se levantaram em armas, sendo esse movimento conhecido como Revolução Constitucionalista.
A revolta paulista está inserida no chamado movimento tenentista que se estendeu à Amazônia, através do levante militar da fortaleza de Óbidos, Pará.
Ao lado da revolução de 23 de julho de 1924, em Manaus, a Batalha Naval de Itacoatiara, acontecida em 24 de agosto de 1932, se insere no rol dos movimentos tenentistas que ocorreram em todo o País.
A revolução de 1924 começou em Manaus, seguiu em direção a Belém e chegou a ocupar o forte de Óbidos, onde foi debelada por tropas federais.
Em sentido inverso, a de 1932, pretendendo ocupar Manaus, começou em Óbidos e terminou em Itacoatiara.
Governava o Estado do Amazonas, à época, o tenente Antônio Rogério Coimbra, nomeado interventor federal em 5 de agosto de 1931. Seu governo expirou em 10 de outubro de 1933.
Ausente de Manaus o interventor titular, em agosto de 1932 estava interinamente à frente do governo o secretário-geral do Estado Waldemar Pedrosa (mais tarde homenageado pela Prefeitura de Itacoatiara com a aposição de seu nome à rua que margeia a cidade).
As forças navais de defesa, comandadas pelo capitão-de-fragata Nelson Lemos Basto, então capitão dos portos do Amazonas, compunham-se de uma flotilha de cinco vapores: Baependi e Ingá, do Loide Brasileiro, Rio Curuçá, Rio Aripuanã e Rio Jamari, da Amazon River, além da lancha Íris.
A guarnição de terra, em Itacoatiara, esteve sob a direção do primeiro tenente Álvaro Francisco de Souza, auxiliado pelo tenente Albuquerque, ambos do 27º Batalhão de Caçadores. A eles foram incorporados o prefeito Gonzaga Tavares Pinheiro, o tenente Francisco Júlio e dezenas de civis, habitantes de Itacoatiara. Da defesa da cidade também participaram elementos da Guarda Civil do Amazonas, comandadas pelo capitão Jonathas Correia. Aos cerca de cem praças e voluntários foram distribuídas armas e munições. Trincheiras foram abertas ao longo das ruas da orla, do centro ao Jauari.
Exercia o cargo de prefeito municipal o capitão Gonzaga Tavares Pinheiro, nomeado por Ato da Interventoria Federal do Amazonas nº 1.150, de 2 de dezembro de 1931. Exonerado do posto em 26 de fevereiro de 1935.
Ele nasceu em Porteiras, Estado do Ceará, aos 8 de dezembro de 1890.
Era filho de Joaquim Tavares Pinheiro e dona Eglantina Pinheiro.
Foi efetivado, por ato de heroísmo e bravura na Batalha Naval de Itacoatiara, no posto de capitão da extinta Força Policial do Estado (atual Policia Militar), em face do Ato Estadual nº 1,791, de 13 de outubro de 1932.
Promovido, por merecimento, ao posto de tenente-coronel da Força Policial, pelo decreto de 1º de agosto de 1946.
Reformado no posto de coronel da Polícia Militar do Estado, por decreto de 23 de janeiro de 1951.
Faleceu em Fortaleza, às 23:40 horas do dia 22 de fevereiro de 1978.

O depoimento do coronel Gonzaga Tavares Pinheiro a respeito da Batalha Naval de Itacoatiara acha-se arquivado no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.

O evento – além de constar dos livros de minha autoria “Itacoatiara. Roteiro de uma cidade” (primeira edição), Manaus, 1965, páginas 73 a 79; “Itacoatiara. Roteiro de uma cidade” (2ª edição), Manaus, 1997, páginas 192 a 204; e “Cronografia de Itacoatiara”, 2º volume, Manaus, 1998 – está referenciado nas obras “Itacoatiara, estudo social, político, geográfico e descritivo”, de Manoel Anísio Jobim, Manaus, 1948, “Outras histórias do Amazonas”, de Antonio Cantanhede, Manaus, 1958, e “Tempos de Esperança”, de Antonio Souto Loureiro, Manaus, 1995.

Habilitem-se, senhores pesquisadores, estudiosos e estudantes de nível universitário, pretendentes a elaborar monografias e teses. O tema Batalha Naval é empolgante e muito diz da grandeza de nossa história e da corajosa trajetória do povo de Itacoatiara.
Honra e glória ao passado. Parabéns ao laborioso povo de Itacoatiara…
(Francisco Gomes - Itacoatiara roteiro de uma cidade)


“A revolta tende a alastrar-se como uma furunculose. Rebela-se o Forte de Óbidos no Amazonas”. Afinal, era a “primeira manifestação efetiva de apoio à causa constitucionalista no Norte, após 50 dias de combate”, como Walter observa.
No entanto, como em 24, novamente foi fácil controlar a rebelião. Só havia uma saída para os amotinados, pelo rio. Eles não passavam de duas centenas de homens “mal armados e sem nenhuma embarcação para deslocamento”. Foi o “único combate naval dos 64 registrados durante a Revolução Constitucionalista”. A “batalha de Itacoatiara” foi, porém, desigual: do outro lado estava a flotilha do 27o BC, formada por seis navios, com 230 homens, mais bem armados”. Houve mortes., em número até hoje não apurado com precisão.

A BATALHA DE ITACOATIARA - Seis dias depois de iniciada a Revolta Constitucionalista no Baixo Amazonas, aconteceu a Batalha Naval de Itacoatiara, que encerrou o movimento rebelde e fez muitas vítimas. Por volta das 12 horas do dia 24 de agosto de 1932, há 83 anos, deu-se a batalha em frente a cidade de Itacoatiara. Não duraria mais que 45 minutos, tendo sido abreviada pelo abalroamento dos navios rebeldes (Andirá e Jaguaribe) por navios do 27º Batalhão do Exército (Ingá e Baependi). Navios mercantes foram improvisados como vasos de guerra pelas tropas inimigas. Os do Exército eram maiores e levaram ampla vantagem no combate. Para quem ousou reduzir a revolta Constitucionalista à mera bravata sem menor chance de sucesso, como o fez o historiador Carlos Rocque, refuto com a palavra abalizada do historiador amazonense Antonio Loureiro: "Não fosse a coincidência de estarem em nossas águas os navios mercantes Ingá e Baependi, Manaus teria sido bombardeada e talvez tomada". Loureiro observou que Manaus estava bastante exposta pois não dispunha de flotilha em suas águas.
No livro "1932: a Revolução Constitucionalista no Baixo Amazonas" busco ampliar a discussão sobre o episódio, muito bem narrado, aliás, pela pena do escritor Ildefonso Guimarães, no romance "Os dias recurvos". 
Em 2014, o historiador Márcio Couto Henrique, professor da UFPA, encontrou em São Paulo, um desenho feito pelo artista plástico Theodoro Braga, sobre a batalha de Itacoatiara, elaborado a partir de um croqui rascunhado por uma testemunha da guerra, o imediato Carepa. É este desenho que publico aqui.

(Walter Pinto“1932: A Revolução Constitucionalista no Baixo Amazonas”)



A gente comia tranquilo, porque tudo tava dando certo a nosso favor. Pela madrugada, já tínhamos posto pra correr o “Baependy” e um outro navio, do qual não me lembro o nome, que vinha com ele, atracado no costado. Quanto a Itacoatiara, o nosso comando tava só vendo a hora de acabar com a tesão de mijo do tal Tenente de terra, quando os nossos “75” começassem a vomitar umas duas dúzias de lanternetas em riba deles.


Pois é, então nós estávamos almoçando descansados quando o pau cantou lá de terra: pum... pá – pu pururu... pum... pum; era tiro de fuzil, de metralhadora, creio que até de espingarda. Aí foi que nós – a soldadesca de bordo do “Andirá” – viemos saber que tinha tropa aquartelada em Itacoatiara. Nós não sabíamos, porque os sargentos do Vinte Sete tinham deixado de se comunicar com o nosso comando pelo rádio, é que a essa altura eles já estavam todos presos e a gente não sabia; estávamos ali “comendo merda numa bolsa”, como se dizia na gíria do quartel, naquele tempo. Fomos pegados de surpresa, meu mano; pelo menos nós, a raia miúda, que viera p’ra servir de bucha naquela guerra maluca, inventada por um sujeito completamente biruta.

Pois bem; aí, quando a tropa de terra começou a atirar contra nós, era porque eles já tinham comunicação de que os navios deles estavam palmo em cima. Então, quando o pau cantou, foi uma confusão dos diabos a bordo do “Andirá”: era gente se espalhando pra tudo quanto é lado, correndo no rumo dos fuzis ensarilhados (armas agrupadas e presas umas às outras pela parte superior) no convés e derrubando tudo. Um rebuliço (confusão) danado, cada um pegando a arma que estivesse mais perto, sem dar tempo de saber aquela de quem era pela numeração; um corre-corre que vou te contar!

Foi aí, enquanto a gente respondia atordoado ao fogo de terra, que os dois paquetes surgiram na boca do rio. Eram ambos do Loydd; um a gente já sabia que era o “Baependy”, o outro a gente soube depois que se tratava do cargueiro “Ingá”. Pois bem; quando os dois apontaram na entrada do rio, vinham a todo vapor em nossa direção; o nosso melhor artilheiro, o Sargento Martins, procurou assestar sobre eles a mira dos canhões. Mas aí é que os manobristas daquela guerra de ratos contra gatos foram descobrir uma coisa simples que nunca tinha passado por suas cabeças cheias de estrume de vaca: era impossível apontar para a linha-d’água dos navios inimigos, por causa de que a amurada do “Jaguaribe”, por se tratar de um cargueiro, era muito alta e não dava campo para alvo dos canhões abaixo da metade do costado das embarcações contrárias!

Assim mesmo, enquanto houve distância suficiente, os nossos “75” ficaram cuspindo fogo em cima dos dois. A gente, de bordo do “Andirá”, podia ver perfeitamente as explosões das granadas, espocando como ovo na frigideira. No princípio, aquele clarãozão de cegar olhos, mudando logo de cor para um encarnado de urucu que depois ficava amarelo cor de laranja. – Mas os dois continuaram a avançar em nossa direção. A essas alturas, tanto o “Jaguaribe” como o “Andirá” já tinham levantado ferro e manobravam para evitar as investidas do inimigo que – pelo que se via – parecia trazer, como diz o outro, o corpo fechado p’ra bala de canhão. Ou então era mesmo a ruindade de mira de nossos artilheiros que não entendiam pirocas de combate naval.

De toda aquela munição dispersada na água, apenas uma granada acertou em cheio na proa do “Ingá”, que avançava sobre o “Jaguaribe”, fazendo um baita d’um rombo que, se fosse na linha d’água, tinha metido ele no fundo com casca e noz. Mas foi só esse tiro. O resto, ora passava por cima, ou se perdia nos barrancos. Teve até um que foi atingir uma serraria do outro lado do rio, um nadinha acima de Itacoatiara.

Aos poucos, eles foram se aproximando. Da curva do rio onde eles apareceram, até confronte a cidade onde a gente estava, dista uns quantos quilômetros que foram disputados braça a braça, enquanto o fogo da nossa artilharia conseguiu maneirar um pouco o avanço deles. Mas, como só uma “pitombada” conseguiu atingir o casco d’um deles, os dois “satanases” (vieram se chegando, avançando, se aproximando, crescendo diante da gente, até que puderam abrir fogo. Então, foi aquele “Deus nos acuda!”: cada um perseguindo o seu. O “Ingá” foi para cima do “Jaguaribe” e o “Baependy” veio nas nossas águas. Aí o pau cantou lá de bordo dos dois: as metralhadoras deles dando aquelas risadas de suinara e a gente vendo bala invadir o nosso navio assim que nem enxame de caba tapiú (espécie de vespa) quando, fica assanhado. A fuzilaria varria o nosso convés estraçalhando tudo, lascando as portas dos camarotes e enchendo o ar de estilhaços de vidro das sanefas. Nós estávamos abrigados em trincheiras de sacas de sal transbordadas do “Jaguaribe”. Ele tinha vindo de Belém carregado de sal e então a turma trouxe um bocado a bordo do “Andirá”: foi o que nos valeu um pouco, a princípio. Mas aí, as metralhadoras do inimigo foram costurando as sacas de sal; costurando, uma ova, foram foi rasgando eles e o sal se derramando e ensopando o convés em salmoura de sangue.

Eles tinham toda a facilidade de acertar em nós, depois que se aproximaram a alcance de tiro. Tinham a vantagem do tamanho, pois seus navios eram mais altos que os nossos, principalmente do que o “Andirá”, um gaiolazinha de bosta. Aí, o pau cantou mesmo de verdade e nós começamos a correr p’ra lá e p’ra cá, feito barata espantada no meio d’um galinheiro. Bala zunia que nem varejeira no cio pelos ouvidos da gente: fian... fian... B á a l a, rapaz! – Raa pa... pa... pa... pa... pa... pa – Aí eu vi quando o Sargento Sotero ficou estirado no meio do convés: uma rajada cortou ele pelo meio e eu enxerguei quando ele caiu, quase dividido em dois. S a a n g u e, seu mano! Então, eu me joguei no chão e fui me arrastando por debaixo daquela fuzilaria medonha, sentindo o ar envenenado pela fumaça de pólvora me entrando pelo goto; uma fumaceira pegajosa que o vento tinha medo de espalhar e que se entranhava nos bofes da gente, deixando na boca um gosto rançoso de azinhavre.
(Idelfonso Guimarães - Os dias recurvos)







fontes:

Anisio Jobim
Francisco Gomes
Idelfonso Guimarães
Walter Pinto de Oliveira
entre outros

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

HOTEL CASSINA - Notícias do estabelecimento de cem anos atrás, vale apena conferir!


DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO


Hotel Casino - Este hotel ocupa um edifício novo, de dois andares, de alvenaria de tijolo e pedra, situado em um lado da Praça da República e com frente para duas outras ruas. A entrada principal do hotel fica fronteira ao jardim da Praça da República e a vista das janelas na fachada principal se estende pelos canteiros floridos, gramados, ornamentados por fontes e estátuas, plantas e árvores tropicais daquele belo jardim, do qual o hotel fica separado apenas pela largura da rua.

O Hotel Casino é todo iluminado por luz elétrica; os banheiros com chuveiro ficam situados no primeiro andar; dispõe de 45 quartos e, em ocasiões excepcionais, tem já acomodado 100 pessoas. O salão de jantar tem capacidade para 150 pessoas, e o menu é sempre de primeira ordem, sendo o serviço do pessoal do hotel um dos melhores no Brasil. Os aposentos são amplos e bem mobiliados. O hotel tem pessoal encarregado de esperar os vapores que chegam; automóveis e carros podem ser facilmente obtidos no hotel, para qualquer hora do dia ou da noite; os tramways elétricos passam a umas 50 jardas do edifício.

Perto do hotel ficam a sede do comando militar da região e o palácio do governador do estado. Nele se têm hospedado os viajantes mais notáveis que chegam a Manaus, e o hotel tem tido referências elogiosas em vários livros publicados por viajantes europeus.

São proprietários do Hotel Casino os srs. J. C. Leitão Melita, Aurelio Vallado Gomes e Jesus Muguey Fernandes, sendo gerentes os dois primeiros.



fonte: Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Semana da Fotografia no Sesc de Manaus



O Senac AM realiza gratuitamente a “Semana da Fotografia”. Serão 03 dias de atividades, para que, amadores, profissionais e todos os amantes da fotografia possam celebrar e incentivar o estudo da arte fotográfica dando ênfase a esta data comemorada mundialmente no dia 19 de agosto.

Oficinas de artes gráficas, manipulação e restauro de fotos, exposição de equipamentos e trabalhos fotográficos de profissionais renomados são algumas das diversas atividades oferecidas nos dias 19, 20 e 21 de agosto, nos horários de 14h as 17h e de 19 as 21h30, no Centro de Informática Senac, localizado na Av. Darcy Vargas, 288- Chapada.

Para participar é necessário fazer a inscrição através do link http://cinsenac.eventbrite.com e doar 1k de alimento não perecível no dia do evento, a arrecadação será feita no ato do credenciamento.


BY  

Protesto pelo Impeachment de Dilma em Manaus reuniu 6,8 mil pessoas, segundo Polícia Militar

Protesto segue em direção à avenida Djalma Batista
Protesto segue em direção à avenida Djalma Batista (Euzivaldo Queiroz)

Manifestações anteriores tiveram a adesão de: 160 pessoas em novembro de 2014; 22 mil em março deste ano; e 900 em abril

O protesto pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) reuniu cerca de 6,8 mil pessoas, segundo a última estimativa da Polícia Militar. O público é abaixo do esperado pelos organizadores que previam pelo menos 50 mil adeptos e nas previsões mais otimistas até 100 mil manifestantes.
Os movimentos de rua pelo Impeachment de Dilma Rousseff tiveram público de 160 pessoas em novembro de 2014, 22 mil em março deste ano e 900 manifestantes em abril deste ano. 
Um dos organizadores do protesto de hoje, o DJ Kleber Romão afirma que a intenção da mobilização é sensibilizar o Congresso Nacional para que a pauta do Impeachment entre em votação.  
"Há  dois estamos trabalhando nesse movimento. E chegou num limiar que a crise na política é muito grande e temos que ter foco e sermos pragmáticos. Agora é o momento de falar no poder das ruas. O povo tem ir para ruas,  mostrar que tem força,  que o poder emana do povo,  e dessa forma fazer cobranças  certas para que os políticos atendam as nossas pautas. O país está vivendo uma crise política, econômica,  social e moral de todas as ordens. E agora a ordem é  a gente cobrar os nossos representantes no Congresso para que a gente possa inserir a pauta do impeachment,  pois a Dilma para o país representa hoje todo esse sentimento de podridão  que esta em vigência. A ideia é  nós mobilizados as pessoas para fazermos com que elas entendam o que está acontecendo com o nosso País  e fazer com que nossos representantes no Congresso comecem a adotar as atitudes necessárias".
Foto: Euzivaldo Queiroz
De acordo com Romão,  políticos do estado tem começado a se manifestar favoráveis ao movimento,  mas ainda de forma tímida. "Eles ainda estão agindo com medo, sem saber ao certo o que está acontecendo nas ruas. O deputado Pauderney Avelino falou hoje comigo.  Ele não pode vir mais a manifestação  pois foi chamado para uma reunião de emergência em Brasília. Mas, ele me disse que o que depender dele a oposição a Dilma está feita e a bancada do Amazonas está representada. E a partir de agora nós vamos procurar os outros membros da bancada do Amazonas na busca de um posicionamento concreto.  Nós vamos fazer contato, agendar reuniões para cobrar esse posicionamento em relação ao impeachment da presidente",  adiantou.
A cerimonialista  Maira Castro,  51,  contou que sua principal motivação para participar do movimento Fora Dilma é a necessidade de mudanças que o país necessita. "A gente precisa colocar a cara na rua. É hora de mudança e ficar dentro de casa confortavelmente vendo o país ser saqueado não será a solução. Juntos nós somos mais fortes e vamos  trazer de volta a honestidade,  O caráter das instituições, porque tudo está corrompido ".

fonte: Jornal acritica
LUCIANO FALBO E JANAÍNA ANDRADE

SAIBA COMO CALCULAR OS SÉCULOS

Você já deve ter pensado o quanto é confuso saber em que século se localiza determinado ano. O ano de 1789 faz parte do século XVII ou do século XVIII? O século XXI se iniciou no ano 2000 ou em 2001? Há um cálculo fácil de ser feito para localizar os anos em seus respectivosséculos. É o que mostraremos nas linhas abaixo.
O motivo disso tudo é que os historiadores necessitam de trabalhar com períodos de tempo mais longos que os utilizados pelas pessoas em seu cotidiano. No dia a dia, usamos muito mais os dias, semanas, meses e anos que os séculos ou os milênios. Para estudar história é necessário dividir o tempo em séculos ou milênios, já que a história humana tem mais de 5 mil anos!
Vamos ao cálculo:
A primeira coisa que precisamos saber é que para indicar os séculos os historiadores geralmente utilizam os algarismos romanos (X, II, V etc.), e não os algarismos arábicos (1, 10, 357 etc.). Dessa forma, o século 12 d.C. é representado como século XII d.C.
Se a data que estiver sendo examinada terminar com dois zeros, o século então corresponde ao(s) primeiro(s) algarismo(s) que estiver à esquerda desse número. Exemplos:
Ano 300 a.C.: O ano 300 a.C. está inserido no século III a.C., já que cortando os dois zeros, 300, resta o número 3.
Ano 1700 d.C.: O ano 1700 d.C. está inserido no século XVII d.C., já que cortando os dois zeros, 1700, resta o número 17.
Ano 2000 d.C.: O ano 2000 d.C. está inserido no século XX d.C., já que cortando os dois zeros, 2000, resta o número 20.
Mas quando o número não termina em dois zeros é só eliminar a unidade e a dezena que o compõe, somando o(s) algarismo(s) restante(s) ao número 1. Exemplos:
Ano 1450 a.C.: O ano 1450 a.C. está inserido no século XV a.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 1450, e somando o resto com 1, teremos 14+1=15.
Ano 736 d.C.: O ano 736 d.C. está inserido no século VIII d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 736, e somando o resto com 1, teremos 7+1=8.
Ano 1895 d.C.: O ano 1895 d.C. está inserido no século XIX d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 1895, e somando o resto com 1, teremos 18+1=19.
Ano 2001 d.C.: O ano 2001 d.C. está inserido no século XXI d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 2001, e somando o resto com 1, teremos 20+1=21.
Isso ocorre porque não contamos o ano zero em nosso calendário, iniciando a datação a partir do ano 1. Dessa forma, o século I d.C. só se completou no ano 100 d.C., e não no ano 99 d.C. O século XX d.C. se encerrou em 31 de dezembro de 2000 d.C., e não em 31 de dezembro de 1999 d.C.
Para finalizar, as siglas a.C. e d.C. significam, respectivamente, antes de Cristo e depois de Cristo, pois o calendário que utilizamos, o calendário cristão, tem como divisão o ano de nascimento de Jesus Cristo.



Por :
Tales Pinto - http://www.escolakids.com/
http://pt.slideshare.net/fabiopaiva503092/historia-6-ano-tempo-e-cultura

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ALBUM DE ITACOATIARA